Styvenson vai para campanha sem governador e recheado de contradições


O Capitão Styvenson despertou na semana passada pontuando na pesquisa para senador como um nome potencialmente forte, capaz de ser eleito e deixar para trás figuras da política do Rio Grande do Norte que já vem se notabilizando no poder há algum tempo.
Decidiu-se por refletir se iria para a disputa e se
desincompatibilizou. Tem até as convenções para se filiar e se apresentar como candidato, mas suas afirmações a respeito do assunto estão jogando ainda mais dúvidas sobre seu projeto.
Em entrevista ao Meio Dia RN, nessa quarta-feira (11), Styvenson afirmou, não com essas palavras, que é candidato de si mesmo.
Não pretende apoiar nenhum projeto ao qual o grupo político com quem está conversando venha a se vincular.
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Ele mesmo afirmou que só vai se filiar porque é obrigatório, já que legislação impede candidaturas avulsas.
Disse que não se identifica com nenhum dos seis partidos com quem tem conversado.
Por trás de tantos receios, afirmou, está o temor maior em decepcionar: ele não quer perder o capital de homem honesto que tem. Teme que, ao endossar um projeto que não seja o dele, venha mais tarde a ser cobrado pela população.
Muito difícil tal situação.
Política é o impoderável. O capitão alimenta o projeto de ser parte do Senado, mas não quer ir para o jogo.
Seu receio é até compreensível, pois nos últimos tempos vimos a essência da política ser distorcida para ser converter em trocas para benefícios pessoais.
Mas se o capitão quer ser Senador poderia dar o exemplo a partir daí.
Não precisa deixar de ser quem é e não estaria deixando se abraçasse um projeto político. A ferramenta da transparência que ele sabe utilizar é muito útil para isso. Ao se sentir traído, ele mesmo poderia tomar a iniciativa de expor a traição.
Até Jesus Cristo foi traído.
Styvenson não está imune aos erros da humanidade.
Ele precisa descer do posto de estar acima do bem e do mal e enfrentar os próprios medos. Não combina com sua postura esse quê de indecisão.

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